"Não percebi, a princípio, o momento em que transpus o limiar desta vida.
Que força foi essa que me fez despontar neste imenso mistério, como um botão de flor numa floresta à meia-noite?
Quando, pela manhã, olhei para a luz, senti logo que eu não era um estrangeiro neste mundo; que o insondável, que não tem nome nem forma, me tomara em seus braços sob a forma de minha mãe.
Assim também, na morte, o mesmo desconhecido há de aparecer-me, como alguém que sempre conheci. E porque eu gosto desta vida, sei que também gostarei da morte.
A criancinha, quando a mãe a retira do seio direito, chora, para logo depois achar no seio esquerdo o seu consolo."
"GITANJALI" de Rabindranath Tagore
Tradução de Guilherme de Almeida
Gláucia Martins Chaudon, filhos, netos e bisnetos,
Luciana Clara Margarida Chaudon, irmã, e demais membros da Família, sensibilizados, desejam expressar a mais profunda gratidão pelo apoio e consolo recebidos por ocasião do falecimento de seu querido Patriarca,
Gilberto Emilio Chaudon
Confiamos que ele já desfruta da Paz dos justos.
25/12/2002
Que beleza de texto,amigo querido.
ResponderExcluirSempre amei Tagore.
Linda homenagem ao pai.
Não tinha visto este texto. Maravilhoso!
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